Palco Social
13-10-2009 ////////
ONG Palco Social espalha a paixão pelo teatro
Ernesto Piccolo e Rogério Blat comemoram sucesso do projeto com uma nova montagem do grupo
São seis da tarde em um sobrado do centro da cidade do Rio de Janeiro e o interfone não para de tocar. A cada minuto vão chegando pessoas de todas as idades, diferentes cores e classes sociais, variados tipos físicos, mas todas com o mesmo objetivo: dedicar três horas da semana à paixão pelo teatro. O ponto de encontro de todos eles é a ONG Palco Social, cuidada com toda dedicação há 16 anos pelo ator e diretor Ernesto Piccolo e pelo autor Rogério Blat. (Veja trechos da peça Pagando Mico).
Pouco tempo depois, Neco, como Piccolo é chamado pelos alunos, chega ao local e começa a leitura para a peça “Sorria, Você Está Sendo Roubado”, que estreia dia 6 de janeiro no Teatro Glauce Rocha. A ideia é que todos os alunos interpretem quase todos os personagens e que somente às vésperas da peça seja escolhido quem ficará com cada papel. Mas os alunos não precisam se preocupar, já que as peças de Rogério Blat são escritas com muitos personagens. Esta, por exemplo, trará para o palco 60 atores.
Um dos alunos mais antigos no projeto é Nathálio Maria, 69 anos, que faz parte do Palco Social há 15 anos. O Coronel Dentista do Exército, que já atuou em cerca de 35 espetáculos, abandonou a vida rígida e cheia de disciplina quando foi para a reserva e se entregou de cabeça ao teatro. Já a assistente técnico de informática Marise de Carvalho, 46 anos, começou a fazer teatro este ano. Ela conta que sempre sonhou em atuar, mas a vida a levou por outros caminhos. Hoje, ela sente-se completamente realizada. Outro aluno dedicado do Palco Social é o médico André Rodrigues, 42 anos. Ele atua desde a adolescência e para conseguir ir aos ensaios divide-se entre seus dois amores: a medicina e o teatro. É que para ir às aulas, ele precisa fugir do hospital onde dá plantão, deixa um amigo em seu lugar e depois volta correndo para atender seus pacientes.
É por esta paixão comum entre os fundadores da ONG e dos alunos, que Ernesto Piccolo (entrevista aqui) e Rogério Blat (aqui) dedicam-se intensamente ao projeto. Eles falam sobre o início de tudo, revelam as principais dificuldades encontradas e contam o prazer e a satisfação que sentem em manter o Palco Social, mesmo sem patrocínio.
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